Homens de Coragem

CORAGEM PARA SER DIFERENTE, COMPROMISSO PARA FAZER DIFERENÇA.

Entendendo a submissão da mulher. Parte II

CONTINUAÇÃO DO TEXTO DO MAURÍCIO ZÁGARI POSTADO SEMANA PASSADA.

  1. A submissão da mulher ao marido é um conceito universal

Isso significa que se aplica a pessoas de todas as épocas e todos os lugares. Não era algo exclusivo da cultura judaica, tampouco circunscrito ao tempo dos apóstolos. Não perdeu a validade com o passar dos séculos, tampouco com o feminismo, muito menos com a chegada do século 21. É um conceito divino que está em vigor desde o Éden, foi ratificado na nova aliança e não foi revogado nas Escrituras. A pós-modernidade não anulou esse preceito bíblico, embora o movimento feminista tenha causado bons estragos na forma como os cristãos enxergam o modelo bíblico de família.

  1. A submissão da mulher ao marido vem abaixo da submissão dela a Deus

Se o marido contraria a vontade de Deus, a mulher não está obrigada a acatar o que ele determina. Na escala hierárquica bíblica, a lei divina está acima da humana. A Deus sobre todas as coisas. Portanto, se o marido deseja levar a mulher a fazer algo que contrarie os ditames bíblicos, ela pode se recusar.

Se ele quiser, por exemplo, que ela seja conivente num roubo, numa mentira, em um ato ilegal (do ponto de vista humano ou espiritual), ela deve negar-se. Se ele estabelecer que ela tenha práticas sexuais ilícitas, por exemplo, ela deve negar-se. Se ele quiser bater na esposa, ela deve denunciá-lo à polícia. A vontade e a ética do Senhor sempre vêm em primeiro lugar.

  1. A submissão da mulher ao marido não é condicional

A frase que mais se fala ao se tratar do tema é “mas e se meu marido…?”. Em especial o que se menciona é a passagem de Efésios 5, pois, logo após estabelecer a submissão feminina, Paulo diz: “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela” (Ef 5,25). O argumento, então, é: se meu marido não me ama como Cristo amou a igreja, logo eu não preciso ser submissa. Eis o equívoco. Pois não existe nenhum “se” no texto, que diga “seja submissa se o seu marido te amar como Cristo amou a igreja”. Não. A submissão independe do que a outra parte faz. Não é condicional. Deve se manifestar independentemente da atitude do marido (exceto, evidentemente, se a decisão estiver dentro do que abordamos no item 3 deste texto). Pois Deus espera que cada um faça a sua parte, a despeito do que os demais façam (ou não).

Permita-me fazer uma analogia que ilustra a questão: a responsabilidade pessoal numa hierarquia pode ser comparada ao pagamento de impostos. Já ouvi muita gente, inclusive cristã, dizer que sonega imposto porque seu dinheiro será “roubado pelos corruptos”. Ou seja, esse raciocínio estabelece que, como a outra parte envolvida pode falhar no cumprimento de seu papel, estou livre para descumprir o meu. Errado. A minha obrigação é pagar o imposto de renda ao governo. Se esse dinheiro será roubado em atividades de corrupção, não sei. Mas nada me dá liberdade de sonegar porque a outra parte falha em suas atribuições. Eu faço o que devo fazer e pago o imposto. Saio, assim, com a consciência limpa e em paz com Deus. Se o governo fará meu dinheiro escoar de forma corrupta, isso é algo a ser acertado entre os corruptos e Deus – que, certamente, exercerá seu juízo.

Do mesmo modo, um cônjuge tem de cumprir a sua parte e sair com a consciência limpa e em paz com Deus; se o outro cônjuge não cumpre a sua parte, ele prestará contas ao Todo-poderoso – que, certamente, exercerá seu juízo.